Descrição
Por volta de 1946, presenciei o encontro entre americanos e meu pai – na época, encarregado da estação de rádio da Cruzeiro do Sul, em São Pedro d’ Aldeia. Presenciava, pela primeira vez, a dificuldade de comunicação entre pessoas que falam idiomas diferentes.
Em 1955, durante o Congresso Eucarístico Internacional, realizado no aterro onde hoje é o Monumento aos Pracinhas, no Rio de Janeiro, ouvi uma missa, toda em Esperanto. Motivado, fiz o “Elementa Kurso de Esperanto”, na Liga Brasileira de Esperanto – Praça da República n 54, 2 andar, Rio de Janeiro, RJ. Ali, ouvi uma palestra de Ismael Gomes Braga e senti-me frustrado; pois, nada entendi. Perguntei a mim mesmo: Por que cursos de línguas não capacitam os alunos a compreendê-las? Entretanto, um ano depois, resolvi insistir, e voltei à Liga. Foi quando tive a honra de conhecer o professor João Batista de Melo e Souza, que dirigia uma roda de conversação, no “Brazila Esperanto-Klubo”. Graças a prática da fala, incentivada por ele, embora com muita limitação, comecei a entender e falar o Esperanto.
Quando me senti mais conhecedor da Língua Internacional, quis colaborar, e passei a ensinar o que sabia a amigos. As dificuldades eram muitas – não havia livros que enfatizassem a fala. Por uns tempos, abandonei a idéia de ensinar.
No Congresso Brasileiro de Esperanto, realizado em Vitória/ES, adquiri um exemplar do Curso de Esperanto pelo “Aŭdvida Struktura Metodo”, de Antonie e Tibor Sekelj – uma história em quadrinhos, em 24 lições. Gostei muito do material; pela riqueza do vocabulário, e pelas inúmeras circunstâncias do cotidiano nele retratadas. Entretanto, senti que faltava algo – não sabia o quê… Tempos depois, com o auxílio de um “scanner”, digitalizei as páginas, que eram originalmente em preto-e-branco, e as colorizei, no computador. Usando, ainda o computador, transformei a fita de áudio em CD, tornando muito mais confortável o acesso às lições. Era o que faltava: cada lição passou a ser um exercício de fala. Com um pouco mais de criatividade surgiu este curso de “Iniciação à Fala do Esperanto”. Siga os “passos para o aprendizado” como sugestão; você pode criar os passos a seu modo.
Boa sorte!
Cláudio R. S. Spinelli
Fonte: http://www.kke.org.br



